domingo, 10 de maio de 2009
Breve história da história do mundo
Confunde-se o passado com a história
dessas que se lêem em livro ou das que se escutam falar
A besta intelectual dá sempre a mesma ordem de sucessão:
...
Primata
Clã
Feudo
Império
Monarquia
Revolução
Capital versus Social
...
Todos sempre ungidos belo Bem
Todos sempre falando na Verdade
Medonha forma de imacular convicções indemonstráveis
Negação destrutiva da finitude humana
terça-feira, 5 de maio de 2009
Antes mesmo do que ... ?
Falou assim ao som de alaúdes :
- Vós !
Derradeiro paladino da rosa ungida
Submisso ao legado do Monte Sinai
Te diz na luz,
encondendo tua violação
Mas espere , quem dará os arautos ?!?!
Cumplice maldito ! Pois lobo não come lobo
Impera Trindade
e logo abaixo adequatio intelectus et rei
Se é assim que se grafa.
Indemonstrado Indemostrável
que nos é a todos imputado
Destreza aristotélica:
cuidado com a substância !
Força nietzschiniana nos punhos
Socrátes quiçá um dos mártires no coração
Já prá lá !
Não escorregueis em solos ardilosos
do estéta e da sofística !
Pois não pisavas no mundo antes de Ser
Insólito que és
precisas Dele para dizer homem
mas só há homen
e esse já um ser mítico´´
- Vós !
Derradeiro paladino da rosa ungida
Submisso ao legado do Monte Sinai
Te diz na luz,
encondendo tua violação
Mas espere , quem dará os arautos ?!?!
Cumplice maldito ! Pois lobo não come lobo
Impera Trindade
e logo abaixo adequatio intelectus et rei
Se é assim que se grafa.
Indemonstrado Indemostrável
que nos é a todos imputado
Destreza aristotélica:
cuidado com a substância !
Força nietzschiniana nos punhos
Socrátes quiçá um dos mártires no coração
Já prá lá !
Não escorregueis em solos ardilosos
do estéta e da sofística !
Pois não pisavas no mundo antes de Ser
Insólito que és
precisas Dele para dizer homem
mas só há homen
e esse já um ser mítico´´
domingo, 3 de maio de 2009
Frio
Me aproximei de um bar de esquina e escutei um dizer ao outro...
''.Ele nunca teve nada nem quem lhe olhasse mas de pouco adiante lhe serviria a tutela. Assim cresceu do nascimento até a juventude, onde na prórpia juventude já sentira que a juventude havia passado. Atropelou-lhe como um touro de pesadelos , não deixando-o para trás, mas parando no tempo e olhando aquele já-não-mais-jovem se deslocar tão lentamente em direção ao Grande Inverno...
-Não ! Não !- ele berrava, resistiu muito de início, mas logo se conformou com o destino inevitável que a vida lhe obriga: - Viver é viver para a morte - pensou lembrando-se dos Heidegger que havia lido na juventude, naquela juventude que não mais lhe pertencia. Pensou em ter filhos mas tão pouco tinha mais o amor ao seu lado como também sentiu compaixão por aquele que nem existia resolvendo poupar-lhe deve inevitável fardo.. - Filhos para que vaguem nessa dimensão intransponível de certezas angustiantes ? - Me iludir e criar outra ilusão em troca companhia ?- Quanto egoísmo meu !! Covarde covarde que sou! -
A partir de momento o solitário resolveu ser testemunha de sua própria existência; já estava muito velho para isso mas prosseguiu de qualquer maneira.''
O rapaz que ouvia ficou estupefato com aquela conversa toda; conversa essa que consitia em apenas um narrador e outro ouvinte, pelo menos a partir do momento em que os observei. A eloquencia do narrador era realmente louvável e confesso que me interessei por aquilo pois eu mesmo já havia ligo heidegger em minha juventude..juventude que fica para trás...O rapaz que escutava entendia pouco do que se tratava, e me senti empelido a tomar-lhe o lugar naquela mesa, uma vontade grande, mas tão grande que simplesmente esqueci do que tinha vontade.. e pronto: lá ví o touro que fica para trás e lá avancei mais um pouco em direção ao inverno sem a menor necessidade de fazer qualquer esforço....
''.Ele nunca teve nada nem quem lhe olhasse mas de pouco adiante lhe serviria a tutela. Assim cresceu do nascimento até a juventude, onde na prórpia juventude já sentira que a juventude havia passado. Atropelou-lhe como um touro de pesadelos , não deixando-o para trás, mas parando no tempo e olhando aquele já-não-mais-jovem se deslocar tão lentamente em direção ao Grande Inverno...
-Não ! Não !- ele berrava, resistiu muito de início, mas logo se conformou com o destino inevitável que a vida lhe obriga: - Viver é viver para a morte - pensou lembrando-se dos Heidegger que havia lido na juventude, naquela juventude que não mais lhe pertencia. Pensou em ter filhos mas tão pouco tinha mais o amor ao seu lado como também sentiu compaixão por aquele que nem existia resolvendo poupar-lhe deve inevitável fardo.. - Filhos para que vaguem nessa dimensão intransponível de certezas angustiantes ? - Me iludir e criar outra ilusão em troca companhia ?- Quanto egoísmo meu !! Covarde covarde que sou! -
A partir de momento o solitário resolveu ser testemunha de sua própria existência; já estava muito velho para isso mas prosseguiu de qualquer maneira.''
O rapaz que ouvia ficou estupefato com aquela conversa toda; conversa essa que consitia em apenas um narrador e outro ouvinte, pelo menos a partir do momento em que os observei. A eloquencia do narrador era realmente louvável e confesso que me interessei por aquilo pois eu mesmo já havia ligo heidegger em minha juventude..juventude que fica para trás...O rapaz que escutava entendia pouco do que se tratava, e me senti empelido a tomar-lhe o lugar naquela mesa, uma vontade grande, mas tão grande que simplesmente esqueci do que tinha vontade.. e pronto: lá ví o touro que fica para trás e lá avancei mais um pouco em direção ao inverno sem a menor necessidade de fazer qualquer esforço....
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